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terça-feira, 27 de julho de 2010

TEORIA (Z) AS TÉCNICAS DA ADMINISTRAÇÃO JAPONESA

Tendo observado a ascensão da indústria japonesa a uma posição de importância na comunidade econômica mundial, após sua destruição quase total durante a Segunda Guerra Mundial, os consultores e teóricos americanos em administração dedicaram se a um exame dos fundamentos conceituais da teoria da administração japonesa. Willian G. Ouchi batizou a abordagem japonesa de Teoria Z, uma extensão óbvia da caracterização de McGregor de Teoria X e Teoria Y para as primeiras abordagens da teoria da administração. A abordagem da Teoria Z é pragmaticamente adaptada dos estilo de administração que emergiu no Japão após a destruição na Segunda Guerra Mundial e que se caracterizou como MILAGRE ECONÔMICO JAPONÊS.

TÉCNICA BÁSICAS
A Teoria de Z tem sua raízes filosóficas na cultura e nos costumes japoneses e, muito menos do que uma abordagem teórica, é uma colocação prática de técnicas gerenciais que têm sido agrupadas ao redor do foco central do grupo de trabalho.
Essa abordagem sustenta que a tomada de decisão mais eficaz é quela que é realizada por um grupo e não por um determinado gerente. Esse estilo é chamado de (Tomada De Decisão Consensual) e supõe que o processo de decisão em grupo resultará em melhores decisões para a organização porque:
  • o grupo tem acesso a mais dados e experiuências pessoais;
  • os membros do grupo serão convencidos pela decisão do grupo;
  • o processo de tomada de decisão separa as informações extremamente boas das extremamente ruins, resultado em uma decisão que será melhor do que uma decisão individual.
  A teoria de Z também introduz um ideal de emprego vitalício para formar lealdade e garantir uma força de trabalho constante que é dedicada à organização e à realização de seus objetivos. Essa prática gerencial assume uma visão de longo prazo da utilização de recursos humanos na organização e dá ênfase às avaliações de desempenho baseadas na realização de resultados de longo prazo. Deve se notar, entretanto, que dificuldades e limitações econômicas (tais como a competição internacional) levaram muitas empresas japonesas a encurtar, ou a até a interromper, a prática do emprego vitalício.
  A principal manifestação da Teoria Z no local de trabalho foi a introdução dos círculos de qualidade (CQ). São pequenos grupos de trabalhadores e gerentes que se reúnem rergulamente durante o expediente normal e tentam aumentar a qualidade e reduzir custos. Os trabalhadores formulam problemas a parti da auto-observação ou em resposta aos dados fornecidos pela administração, e em seguida sugerem possíveis soluções. Essas soluções são encaminhadas como recomendações oficiais à alta administração. As recomendações e planos de ação da administração são depois devolvidos ao grupo para reforça sua dedicação.
  Essa abordagem exige o apoio sincero dos gerentes e é uma das técnicas encontradas na Abordagem da Qualidade de Vida Ativa (Quality of Worklife Approach-QWL). A abordagem geral, da qual o círculo de qualidade é a técnica mais conhecida, também se caracteriza por:
  • maior envolvimento dos trabalhadores na tomada de decisões;
  • comunicação melhor e mais frequente entre trabalhadores e gerentes;
  • auto controle dos trabalhadores sobre aspectos do local de trabalho.
  Essas características da QWL delegam autoridade na medida em que envolvem o trabalhador no processo gerencial da tomada de decisões.
  Como exemplo daquilo que se observa como o principal compromisso organizacional com os princípios e as práticas gerenciais derivados da teoria Z, a marinha americana tem se dedicado a um programa chamado Gestão da Qualidade Total (Total Quality Management-TQM) ou Liderança da Qualidade Total (Total Quality Leadership-TQL). A marinha, uma organização de estrutura hierárquica caractezada por uma cadeia de comando, procura envolver todos os níveis de maneira apropriada da administração da organização. Treinando indivíduos nas técnicas dos círculos de qualidade , que incluem o uso de estatística para atender dados que descrevem desempenho de tarefas, a marinha exige que os problemas sejam abordados no nível apropriado mais baixo da organização. Desse modo, a marinha espera administrar a organização da maneira mais eficiente possível e solucionar os problemas no nível organizacional mais baixo e, portanto com mais eficiência. Esse processo foi caracterizado como um processo de abaixamente de nível e poder (power down) e, em um sentido concreto, faz extremamente isso ao insistir que mesmo os níveis organizacionais mais inferiores participem do esforço gerencial. Em um serviço militar que se distingue pela última palavra em inovação tecnológica, com o reconhecimento concomitante de que toda organização, por mais famosa que seja pelo uso de seu último invento ou descoberta científica, consiste, em última instância, em pessoas.
Ou seja, um patrimônio de uma empresa são as pessoas.

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